balada forte

Sexta fui na primeira balada que valeu aa pena (nao que eu tenha ido a muitas). No Brooklyn- estou achando que essa historia de Manhattan e' pura frescura pra pouca sustanca. A balada se chamava "Manjinga"- acho que e' o jeio gringo de falar "mandinga"- e acontece uma vez por mes num club soviet-style chamado Sputinik- um enclave russo em plena african-american neighbourhood. Mas a balada era black, organizada pelo Salim, um american brother da capoeira, gente finissima, por sinal. As pessoas eram 80% negras, dancando som negro: funk, afro-beat (tipo, Mano Dibango, Fela Kuti), e sons afro-caribenhos. Diz que rola um samba de vez em quando, mas esse nao rolou enquanto eu estava la'. Me senti, tipo assim, no Clube Informal (essa e' pros de Campinas), mas sem o componente GLS. No telao, primeiro imagens da banda do Ike e Tina Turner em tour na Africa; depois um filme dos sixties passado na Africa. Fomos eu e a Leila (o Hidalgo e' um trabalhador da noite). O salao lotado de gente animada. "Se acabamos" de anto dancar, mas voltamos meio cedo, porque a Leila trabalha sabado de manha. Na ultima sexta de maio tem de novo.
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Uma outra balada que eu curti, mas nao fiquei muito tempo porque tinha ido sozinho, foi quando tentei ir a bar chamado Tonic (www.tonicnyc.com) , que e' de jazz experimental e schizomusic em geral. E' em Manhattan, mas do ladinho de uma das pontes que vai pro Brooklyn, a Williamsburg Bridge. Cheguei uma 10 da noite e ja' estava rolando uma apresentacao, mas so' podia entrar quando acabasse, antes de comecar a proxima. Consegui ver pela fresta uma mulher tocando violino, uma guitarra e uma bateria. O som era bem interessante, meio John Zorn. So' que o outro show so' comecava aa meia noite. Acabei desencanando e entrando no andar debaixo, que e' o Subtonic, onde rola um boteco-porao com um DJ. O ambiente underground era legal, umas luzinhas de natal vermelhas enfeitando o bar. E uns barris gigantes, daqueles de estocar vinho, eram os involucros das mesas. Uns carinhas com cara de nerds davam uma de VJs, projetando imagens abstratas nas paredes, enquanto o DJ mandava umas colagens eletronicas. Eu, que nao sou muito fa de musica eletronica, gostei. Fiquei trocando ideia com os caras que trabalhavam no bar, um cara e uma garota legais, com jeito de roadies dos Strokes. Mas, putz, ir sozinho a um bar desse acaba sendo meio estranho. Voltarei la' outro dia, acompanhado, inclusive pra ver um show no andar de cima. E' que o Hidalgo e a Leila nao topam um programa muito schizo, nem muito rock n roll.
Acabei pegando um metro^ aa uma da manha ate' o restaurante onde o Hidalgo trabalha, encontrei o casal 20 e fomos a um bar russo chamado Pravda, pra comemorar o aniversario da Paola, uma garota italiana que trabalha com o Hidalgo. Mas ai' era Manhattan, aquela coisa meio de plastico.
Acabamos a noite rachando um taxi com um motorista de Trinidad e Tobago, que ficou morrendo de medo de voltar sozinho do Brooklyn pra Manhattan. Os taxistas de Manhattan nao gostam de ir ao Brooklyn, esse foi o segundo taxi que a gente parou, o primeiro falou que nao ia levava. Me lembrei do filme Uma Noite sobre a Terra, do Jim Jarmusch, em que um cara negro esta em Manhattan tentando pegar um taxi pro Brooklyn e nenhum dos duzentos mil taxis param. Quando para, e' um cara recem chegado da Alemanha Oriental, que mal sabe falar ingles e mal sabe dirigir.
Quem mandou morar em Puerto Rico? Third World- e' nois.
Outras baladas virao.


1 Comments:
e aí pedrão
interessante os relatos e as fotos, identifiquei um estilo meio bukowski no texto - com menos álcool e marginais - mas pode ser viagem minha...
fiquei pensando...
é foda abusar, mas lendo o relato dessa balada-mandinga fiquei "tentado" em sondar com vc a possibilidade de mandar uma grana pra vc pinçar uns vinis de afrobeat pra mim por aí. isso no caso de vc estar indo nas lojas/sebos. aqui é bem foda, acha-se um ou outro.
aliás tem uns grupos contemporâneos aí de NY lançando vinis novos de afrobeat, tipo antiballas orchestra.
enfim, imagino que vc deva estar na correria, mas se pintar uma oportunidade e não der muito trampo eu poderia mandar a grana pelo correio (será que dá???)...
ia ser de serventia nos ouvidos e nas festas por aqui...
Abraços!
Thiago
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