biscoitos da sorte
Chinatown: nao, isso nao e' nos EUA. Nao vi ninguem falando ingles, mas e' de praxe, nessa cidade. Peixe fresco a cada tres lojas, camelo^s de traquitanas chinesas, camelo^s de traquitanas africanas. Uns restaurantes simpaticos, outros com cara de podroes. Lojas de antiguidades. Tudo baratissimo. Um cha' chines com um pao recheado de carne de porco, saido do forno, $1.40. Nem um cafe' custa esse preco. Curti o ambiente do boteco em que comi essa refeicao, apesar da dificuldade de comunicacao do meu Brazilian English com o Chingles do dono. No subsolo da loja em frente, os dizeres "Brazil hair cut". Passei numa pracinha em obras, com grandes pedras para os asiaticos contemplarem o yin e o yang. Um tio bonitinho observava calmamente o passarinho de sua gaiola tomando sol, outros jogavam um jogo de tabuleiro na pedra ao lado. No campo de grama, chineses (ou japoneses? ou coreanos? Foi mal, nao consigo saber...) jogavam baseball, compartilhando iramanete o espaco com uns mexicanos que jogavam futebol (esses eu sabia, um deles tinha a camisa da selecao). Li o Village Voice e decidi nao ir no show de Gypsy Punk dos Balkans, por absoluta falta de verba. Decidi ir pra capoeira, ja' estava atrasado. Outro dia exploro melhor essa Liberdade Upgraded.


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