Trechos de e-mail para Silvia
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Outro dia vi um filme bonito, chama-se Waterbuster. O diretor que é filho
de uma índia americana, mãe solteira vivendo na cidade. Sua avó saiu da
comunidade indígena onde morava nos anos 50 após por conta da construção
de uma série de represas no Rio Misouri, que alagou a comunidade. O filme
é ao mesmo tempo um documentário sobre o processo pelo qual passou a
comunidade, e uma autobiografia do diretor, aa procura de suas raízes
indígenas, e o significado disso.
(Quem me indicou esse filme foi a Amália, uma garota chilena lá da
capoeira que trabalha no Museu do Indio Americano, que é um lugar que
preciso conhecer).
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Tenho umas companheiras de quarto, umas marias-sem-vergonhas. Molho elas,
ponho na janela, tiro da janela, converso, e elas cada vez mais feiosas,
murchando, se desfazendo. As da cozinha, que o Hidalgo cuida, estão
lindas, folhudas e floridas. Será saudade?
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Gostei da mãe da Yu dizendo que " a cabeça está grudada no pescoço, então
não faz sentido que esteja em outro lugar". Estou aqui e agora, logo não
estarei mais. Tenho que parar de fazer cara feia pra nova verdura e dar
logo umas garfadas. Mas é difícil, face ao que os EUA sempre representaram pra mim.
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