OBEY


Logo que cheguei comprei um poster que tinha uma cara do Bush em preto e branco apontando com aquele seu dedo de Tio Sam. Embaixo, uma faixa vermelha com os dizeres: DISOBEY. Pendurei no meu quarto, era uma forma de dizer pra mim mesmo, infantilmente: “Tudo bem, estou aqui, mas nao concordo”. Depois que eu passei dessa fase, aquele poster comecou a me incomodar. Nao queria ter o Bush no meu quarto. Mas foi ficando, ficando e ainda esta la ate hoje. Pus outros posters mais legais no quarto e o Bush ficou mais discreto.
Pois bem, depois comecei a ver pelas ruas de Nova York a cara de um japa, no mesmo padrao do poster, escrito OBEY. Bom, o poster era uma parodia, mas de que? O que significava aquele cara? Um recado da mafia chinesa? Descobri que o simpatico japa nao era um japa, era “Andre, o Gigante”, lutador de tele-catch. E que aquela imagem era famosissima (amigos designers e arquitetos, desculpem minha ignorancia). A imagem de “Andre, o gigante” foi criacao de um cara chamado Shepard Fairey e fez parte de um movimento de anarco-anti-propaganda, se nao me engano, em 1989. A ideia era pregar aquilo por toda a cidade para causar reacoes estranhas nas pessoas, e afrontar o imapcto visual, as vezes nao notado conscientemente, que a poluicao visual de propagandas traz as pessoas dos centros urbanos no dia-a-dia. Or something like that...
Me lembrei dos tempos que o Marco, meu primo, andou espalhando uns xerox de cartazes com uma foto de Silvio Santos quebrando um ovo na cabeca de uma mulher. Ele com certeza conhe o tal Andre.
Ai’ vai um trecho do manifesto de Andre, o Gigante, disponivel na pagina http://www.obeygiant.com . Vale a pena entrar la’.
Pois bem, depois comecei a ver pelas ruas de Nova York a cara de um japa, no mesmo padrao do poster, escrito OBEY. Bom, o poster era uma parodia, mas de que? O que significava aquele cara? Um recado da mafia chinesa? Descobri que o simpatico japa nao era um japa, era “Andre, o Gigante”, lutador de tele-catch. E que aquela imagem era famosissima (amigos designers e arquitetos, desculpem minha ignorancia). A imagem de “Andre, o gigante” foi criacao de um cara chamado Shepard Fairey e fez parte de um movimento de anarco-anti-propaganda, se nao me engano, em 1989. A ideia era pregar aquilo por toda a cidade para causar reacoes estranhas nas pessoas, e afrontar o imapcto visual, as vezes nao notado conscientemente, que a poluicao visual de propagandas traz as pessoas dos centros urbanos no dia-a-dia. Or something like that...
Me lembrei dos tempos que o Marco, meu primo, andou espalhando uns xerox de cartazes com uma foto de Silvio Santos quebrando um ovo na cabeca de uma mulher. Ele com certeza conhe o tal Andre.
Ai’ vai um trecho do manifesto de Andre, o Gigante, disponivel na pagina http://www.obeygiant.com . Vale a pena entrar la’.
“The OBEY sticker attempts to stimulate curiosity and bring people to question both the sticker and their relationship with their surroundings. Because people are not used to seeing advertisements or propaganda for which the product or motive is not obvious, frequent and novel encounters with the sticker provoke thought and possible frustration, nevertheless revitalizing the viewer's perception and attention to detail. The sticker has no meaning but exists only to cause people to react, to contemplate and search for meaning in the sticker. Because OBEY has no actual meaning, the various reactions and interpretations of those who view it reflect their personality and the nature of their sensibilities.
Many people who are familiar with the sticker find the image itself amusing, recognizing it as nonsensical, and are able to derive straightforward visual pleasure without burdening themselves with an explanation. The PARANOID OR CONSERVATIVE VIEWER however may be confused by the sticker's persistent presence and condemn it as an underground cult with subversive intentions. Many stickers have been peeled down by people who were annoyed by them, considering them an eye sore and an act of petty vandalism, which is ironic considering the number of commercial graphic images everyone in American society is assaulted with daily.”


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