The Boston Experience, parte 2: Friday night
O tal Wally’s Bar ficava na esquina da Massachusets avenue com a Columbus avenue. Era pequeno, quase um corredor. La’ de dentro vinha um som alto de jazz. Apresentei minha identidade na porta e entrei, me espremendo pelo meio da galera. La’ no fundo uma banda de gente jovem, com cara de estudantes, tocando um jazz de primeirissima qualidade. O solo era do cara do trumpete, tinha mais um trumpete, um sax, um baixo acustico e uma bateria alucinada. Os caras se divertiam. Olhei para todos os lados e nada do Leo. Me tranquei no banheiro, onde dava pra ouvir alguma coisa e liguei pro celular dele. Ele tinha combinado tres coisas ao mesmo tempo, tinha se perdido dos amigos e estava na rua, no meio da chuva. “Espera que estou indo prai’”. Ok, peguei uma cerveja (4 dolares, mais barato do que em qualquer bar de NY) e fiquei vendo os caras tocarem. Daqui a pouco chegou o Leo, ensopado. Podiamos ir encontrar seus amigos, ou ir a uma festa ali perto, mas acabamos ficando por ali mesmo, ouvindo jazz, experimentando marcas diferentes de cerveja e trocando ideia ate’ as duas e meia da manha. Fomos os ultimos a sair do bar.
Pegamos um taxi com um motorista nigeriano e chegamos aa casa do Leo. Casa, mesmo, em um bairro de casas, coisa que eu ainda nao vi em Nova York. Na verdade ali nao e’ Boston, ja’ e’ Cambridge, cidade-irma de Boston, onde ficam Harvard e MIT. Segundo o Leo, Boston tem essa caracteristica de ter uma quantidade enorme de boas universidades e consequentemente uma enorme populacao de estudantes de todo lugar do mundo. Ele mesmo mora com duas americanas, um indiano e uma francesa.
Aas tres da manha, la’ estava o Tapan, o indiano, na cozinha da casa, tambem acabando de chegar da balada. Uma figura, fala sem parar (seu tema preferido sao as mulheres) e gesticula a todo tempo com seus longos dedos. Fizemos, nos tres, um lanche colossal, com comida do Mexico, India, Alaska… fui dormir no quarto da Sophie, a garota francesa que estava indo viajar e sublocou seu quarto pra uma outra garota que ainda nao tinha se instalado. O Leo ia fazer o mesmo com o quarto dele, pois estava indo tres dias depois passar tres meses no Libano em sua pesquisa de campo. Um quarto aquecido, uma cama grande com um otimo edredon. Era tudo o que eu podia querer. E la’ fora, a chuva cai’a sem parar.
Pegamos um taxi com um motorista nigeriano e chegamos aa casa do Leo. Casa, mesmo, em um bairro de casas, coisa que eu ainda nao vi em Nova York. Na verdade ali nao e’ Boston, ja’ e’ Cambridge, cidade-irma de Boston, onde ficam Harvard e MIT. Segundo o Leo, Boston tem essa caracteristica de ter uma quantidade enorme de boas universidades e consequentemente uma enorme populacao de estudantes de todo lugar do mundo. Ele mesmo mora com duas americanas, um indiano e uma francesa.
Aas tres da manha, la’ estava o Tapan, o indiano, na cozinha da casa, tambem acabando de chegar da balada. Uma figura, fala sem parar (seu tema preferido sao as mulheres) e gesticula a todo tempo com seus longos dedos. Fizemos, nos tres, um lanche colossal, com comida do Mexico, India, Alaska… fui dormir no quarto da Sophie, a garota francesa que estava indo viajar e sublocou seu quarto pra uma outra garota que ainda nao tinha se instalado. O Leo ia fazer o mesmo com o quarto dele, pois estava indo tres dias depois passar tres meses no Libano em sua pesquisa de campo. Um quarto aquecido, uma cama grande com um otimo edredon. Era tudo o que eu podia querer. E la’ fora, a chuva cai’a sem parar.


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